Uma vida, um trauma, e o medo se propaga por vidas!

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Vamos iniciar nossa série de “casos” trabalhados pela Psicoterapia Reencarnacionista utilizando-se das Regressões Terapêuticas. No entanto, é importante saber sobre o embaralhamento e camuflagem da personalidade e dos detalhes que poderiam levar a uma identificação das pessoas envolvidas.

Por isso pedimos, encarecidamente, que, se ainda não leu, leia o post: Como alteramos as histórias para proteger a identidade dos personagens nos relatos de casos!

Tomado as devidas precauções, vamos ao “Caso”.

Uma vida, um trauma, e o medo se propaga por vidas!

Em uma manhã especialmente bela no Sítio Veredas, eu aguardava para a quarta sessão a simpática, mas entristecida Cassandra Miriam.

Como de costume antes da sessão, acessei os registros – físicos e mentais – das outras sessões compostas de regressões e de sessões de “conversas” onde trabalhamos as informações advindas das regressões. Ao analisar as informações vi que estávamos tendo, por enquanto, regressões “informativas”, ou seja sessões de regressões que trazem informações, conteúdos, que levarão a compreensão das situações vividas na existência atual, bem como nos dar um rico material para a descoberta da Personalidade Congênita.

Interessante, que frequentemente as primeiras regressões trabalham fobias (medos) e traumas para nas sessões posteriores, com o indivíduo já liberado de tais incômodos, poder-se trabalhar as “informações ouro” levando-nos a definição da personalidade congênita, compreensão dos objetivos e do planejamento reencarnatório, permitindo um melhor auto-conhecimento e suprindo-nos de dados valiosos para o espírito encetar sua reforma íntima.

Pontualmente, chega Cassandra, com o semblante um pouco carregado e definitivamente tristonho. Noto que Cassandra já chegou em “estado pré-regressivo”, e sem mais delongas, que não o acolhimento merecido a alguém que ao conhecermos a sua história de vida, passou a ser objeto de nossa admiração, respeito e carinho, demos inicio a processo regressivo.

Cassandra possui grande facilidade para regredir, talvez pela sua honestidade  em buscar e compreender sua essência e tirar o melhor desta oportunidade de estar novamente reencarnada, apresente essa facilidade acima da média.

Diminuída a iluminação ambiente, verificado se a temperatura está agradável, acionada a música ambiente adequada, vejo que Cassandra, já se encontra deitada pronta para iniciar o processo de regressão. Pergunto, como de praxe, se está confortavel, se tem algum incomodo, calor ou frio, ao que ela num leve balançar da cabeça indica que está tudo bem, sugiro que faça uma oração (Cassandra, é espírita e sabe do alto valor da oração e por isso o orar além de todos os benefícios inerentes ao ato, provoca-lhe uma sensação de segurança e entrega).

Começo o processo de sintonização e relaxamento de Cassandra, através de minhas falas, o que a colocará, em estado ótimo para regredir a uma de suas vidas passadas.

Depois de alguns minutos, Cassandra já dá sinais físicos de que está vivenciando experiências passadas.

Quase ao mesmo tempo, Cassandra começa a relatar o que está acessando de outra vida, agora nota-se que seu semblante, antes carregado, triste, está leve, com um sorriso de satisfação, noto que ela passa por uma situação de grande prazer.

Como todo o processo é consciente, ela me diz:

Italo, que maravilha nunca pensei que cavalgar poderia ser um prazer tão grande…

E continuou contando como era extremamente agradável o galope do cavalo, tendo ao lado o querido marido, contou que sentia que era imensamente amada e que também amava imensamente o marido.

Tinha uma vida com recursos, saúde, amor… e estava grávida… a felicidade definia o tom.

Mas notei em seguida que sua fisionomia denotava estar confusa, assustada com dor….

Relata que caiu do cavalo e o marido a leva correndo para casa, narra como ele chama apavorado uma criada para socorre-los, ela se vê deitada, sangrando, o marido desesperado, chega o médico, mas ele diz que a criança não tem como salvar, tenta então salvar a ela, a mãe, mas não consegue e ela desencarna….

Liga o sofrimento dos três ao animal e com isso enraíza-se em seu espírito uma forte aversão a equinos.

Preocupada com a dor do marido e sua tristeza, ela recebe a visita de outros desencarnados que a querem ajudar a ir para outro lugar, mas ela fica irredutível. Fica em espírito na casa junto ao marido até o desencarne dele, vê todo o sofrimento e decadência dele devido a dor da perda.

Quando ele desencarna e recebe ajuda de amigos desencarnados que o levam para ser atendido em um hospital no mundo dos espíritos ela vai junto.

Depois de algum tempo quando já refeitos os dois passam longo período no mundo espiritual juntos vivendo o seu amor, sem os entraves da matéria.

Nesse período eles são informados e compreendem porque os três espíritos escolheram viver essa experiência…

O motivo…. bom o texto já está muito longo, em outro relato vamos nos debruçar nos motivos que levam os espíritos a viverem dificuldades mais ou menos intensas, o porque destas escolhas, o que se aprende etc.

Atingido o ponto ótimo para interromper a regressão, Cassandra recebe a orientação de retornar sua atenção para o presente, o que a chateia um pouco pois estava vivendo sensações muito agradáveis no plano espiritual naquele momento.

Ao retornar, para minha surpresa Cassandra me revela que tinha uma intensa aversão por cavalos, não gostava nem de ver foto de equinos. Fiquei surpreso pois ela não havia me falado dessa fobia, até porque ela tinha coisas que a incomodavam mais a serem trabalhadas.

Ela narrou várias vezes como era agradável estar galopando e disse que estava com vontade de ver um cavalo para saber se a aversão voltaria.

Bom, estávamos em um sítio e temos uma criação de pôneis, era noite, na baia não havia luz, mesmo assim a levei lá e a deixei entre 5 mini-cavalos e ela os acariciou, pediu para dar comida a eles e curtiu muito a experiência – Adeus fobia?

Bom pôneis são pequenos e se fosse um cavalão, como dizia ela, eu a peguei pelo braço e fomos na outra baia onde Rochedo – cavalo do sítio – estava. Ela chegou perto dele, esticou a mão com ração ele comeu, ela o acariciou e tivemos a certeza:

O medo de equinos que vinha de uma experiência em outra vida já não falava mais a seu coração e mente.

Se antes ao ver cavalos ela se ligava, emocionalmente, ao  momento da queda e das perdas agora essa ligação tinha se transmutado para os momentos agradáveis no plano espiritual, quando já compreendera os porquês da experiência.

Quem mais gostou desta regressão foram os cavalos do sitio pois Cassandra sempre que vinha para outras sessões trazia petiscos para eles.

Neste relato vemos como em nossa vida, respostas a estímulos do hoje podem ser condicionados por acontecimentos em vidas passadas. Segundo a Psicoterapia Reencarnacionista a maioria das fobias, esses medos intensos e inexplicados que muitos temos, tem sua origem em traumas e vivências de vidas passadas e que uma vez que se desligue o indivíduo desse momento traumático a fobia perde a sua intensidade e deixa de influir nas  reações do presente.

Esse primeiro relato tem como intenção, introduzir alguns termos e conceitos da Psicoterapia Reencarnacionista e familiarizar os que nos lerem com os processos envolvidos. Em breve traremos outros relatos, com mais informações sobre essa preciosa ferramenta de auto-conhecimento e de trabalho interno.

Lagoa Santa, 11 de dezembro de 2017

 

 

 

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